O meu maior
defeito: apegar-me demasiado às pessoas. Sempre fui assim e duvido que mude.
Faz parte de mim. Tenho o hábito de pensar que as pessoas têm sempre boas
intenções e que realmente gostam de mim, mas isso é tão mentira… Poucos são
aqueles que realmente posso contar. E o pior? O pior é que dou sempre
oportunidades aqueles que não merecem, aqueles que no fim dão uma apunhalada
nas costas, aqueles que deixam de estar lá, enquanto que os outros continuam do
meu lado a fazer-me sorrir.
Mesmo que
quisesse, mesmo que tentasse, não daria. Antes de abrir o meu coração tenho que
curar as feridas que ainda não sararam. Tenho que me livrar destes sentimentos
porque já nem posso com eles. Preciso fazer de conta que não sou burra ao ponto
de ainda não ter seguido a minha vida de vez.
Choquei
quando descobri que ainda não ultrapassei de verdade este obstáculo. Aquele
momento em que queremos fazer tudo e não fazemos nada, aquele momento em que
tudo desabafa e tudo o que julgavas estar bem, não está. Isso estragou tudo,
tirou-me todas as minhas defesas… mas aos poucos eu sei que elas voltam. Acabam
sempre por voltar, não é? Até posso passar um dia inteiro em volta de
pensamentos, mas duma coisa eu tenho a certeza… no dia a seguir o meu sorriso
está mais forte do que nunca.
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