Sinto que já pouco posso fazer. A verdade é que volta sempre tudo à estaca zero. Mesmo dando luta, mesmo dando tudo de mim, o resultado é sempre o mesmo: desilusões, desilusões, desilusões... Cheguei mesmo a pensar que o problema podia ser meu, mas com tudo o que tenho vivido e observado, percebi que nem tudo depende de mim, e acho que tu foste apenas mais uma prova disso. Foi um mês, um mês cheio de coisas boas, um mês repleto de coisas que me faziam bem. Tal como tu... fazias-me bem. Bem demais para ser verdade, talvez por isso tenha acabado tão depressa. Quando acabou, senti mesmo que vivi uma ilusão e isso foi o que mais me magoou. Não magoou a maneira como o fizes-te, visto que o fizes-te da maneira mais correta, mas sim o facto de achar que desta vez era a sério. Aliás, acho que tinhamos mesmo tudo para dar certo... no entanto, as coisas nem sempre correm como esperamos.
A culpa acaba por ser um pouco minha. Eu e a minha mania de me atirar de cabeça, eu e a minha mania de confiar tanto nas pessoas... Desejo-te o melhor, espero que agora estejas mais feliz.

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