Não sei por
que razão decidiste afastar-me por completo da tua vida, mas o que é certo é
que cada vez preciso menos de ti. Ensinaste-me a viver sem ti sem sequer
reparares. A tua indiferença ou lá o que quiseres chamar resulta. Mesmo que
todos os dias me venhas à cabeça, já não é como dantes. Os bons tempos
foram-se. As únicas coisas que nos restam são mesmo as memórias. Das melhores
memórias que preenchem a minha vida, confesso.
Foste sem
dúvida das pessoas que mais me marcaram, das pessoas que eu guardo com mais
carinho. Foste um capítulo que eu sou capaz de reler mil e uma vezes para ter a
certeza que não me esqueço dele com o tempo.
Sinto cada
vez menos falta do teu abraço, das conversas, dos sorrisos e de tudo o que
passamos juntos. Tentei dar a volta a este obstáculo que caiu sobre nós, mas
percebi que realmente queres parar por aqui. Já chegou de tanta luta e tantas
confusões, não é? Acredita que eu agora também penso assim (ou pelo menos
tento.) Foram tempos em que corria para os teus braços a pedir-te para não
acabares com a nossa amizade. Aprendi que nem sempre podemos ultrapassar todas
as vírgulas, por vezes temos mesmo que meter um ponto final.
Quero muito
que sejas feliz, acima de tudo sempre quis o teu bem. Mas confesso que ainda
sou egoísta ao ponto de ter medo que alguém ocupe o meu lugar na tua vida e no
teu coração. Não suporto a ideia de ver-te a fazer as mesmas coisas com outra
pessoa e talvez tudo isto já esteja mesmo a acontecer. Quando esse dia chegar,
porque eu sei que vai chegar, vou ter que me habituar tal como me habituei a
viver com a tua ausência.
Só te peço que nunca me esqueças, por mais pessoas que entrem na tua vida, guarda tudo aquilo que tivemos de bom.
Por muito
que me convença que estou perfeitamente bem sem ti, não pensaria duas vezes se
quisesses voltar à minha vida. E por muito que eu queira escrever e explicar
tudo aquilo que sinto e já senti, as palavras fogem-me e não consigo nem
escrever metade daquilo que vai na minha cabeça.
Nunca vieste
nos meus planos, mas saíste-me mesmo a “sorte grande”… D.
Nenhum comentário:
Postar um comentário