Nos últimos tempos tenho sido invisível para ti. Já não sei porque continuas a fazê-lo, mas é certo que nunca mudas. Aliás sempre foste assim, não é?
Não imaginas o quanto dói, sempre te apoiei em tudo, mesmo que não gostasse de certas coisas, mas como sempre, existem outras prioridades. Não imaginas o quanto dói saber que já te apercebes-te e optas por continuar a ser assim.
Estou farta de discussões e de exigir um espaço na tua vida. Acabaram-se as tardes e manhãs à espera de alguma iniciativa da tua parte.
Começo a pensar que só sirvo para os momentos em que os outros te deixam mal, é muito triste dizer isto, mas é coisa que me passa pela cabeça muitas vezes. A verdade é que nunca soubeste ter meio termo.
Tenho que pensar em mim. Vou deixar de falar sempre do mesmo, disse tudo o que tinha a dizer e estou de coinsciência tranquila, portanto, a partir de agora, vou limitar-me a fazer a minha vida e ignorar. Eu sei que se eu for das coisas mais importantes da tua vida, como o dizes quando sentes que me vou embora, tu vens atrás. Só não esperes isso da minha parte.
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